No ventre escuro e sereno,
Num instante divino e pleno,
A vida começa a florescer,
Um milagre que ninguém pode entender.
Uma semente pequenina,
Em seu casulo, terna e fina,
Em seu mundo secreto e mágico,
Começa a jornada, o primeiro ato.
Lentamente, célula a célula,
Cria-se uma sinfonia bela,
Um coração começa a bater,
Anunciando a vida a acontecer.
Um fio de esperança se tece,
Naquele útero onde o amor se aquece,
O corpo materno abraça e nutre,
Protege e acolhe, nada desnutre.
A cada batida, um sonho se forma,
Um ser único, com essência e forma,
A dança das moléculas, a construção,
A vida pulsante, a emoção.
Cresce e se desenvolve, dia a dia,
De um embrião a uma cria,
Os sentidos despertam, o mundo se amplia,
E a vida segue, em sua melodia.
Assim, o início da vida se revela,
Um mistério que a ciência desvela,
Nasce um ser, um pequeno ser,
Com o potencial de amar e crescer.
Que cada criança, cada ser nascido,
Seja protegido, amado e acolhido,
Que encontre um mundo de compaixão,
Para florescer e cumprir sua missão.
No início da vida, um poema se faz,
Celebração da beleza que tanto apraz,
Que jamais nos esqueçamos desse encanto,
E cuidemos da vida com todo o nosso espanto.