Dia que segue, como um navio em mais um dia no rio...
nasceu meu sobrinho,
mais um membro da família chega como uma esperança de dias melhores diante do que estava acontecendo...
Em uma chamada de vídeo, o senhor meu pai, conheceu o meu sobrinho...
Festejávamos que em breve o conheceria pessoalmente. Nome disso? esperança...
em nosso meio, a chegada de uma criança é momento de festa, mais uma vida que nasce para celebrar novos ciclos. Seus pais o recebiam com amor e gratidão.
Uma vida que esperou 9 meses para encarar esse mundão,
ao mesmo tempo, em um hospital, havia uma outra vida que inconscientemente, se preparava para a sua partida...
o dia era 07/07/2020, um ano atípico, porém, com teimosias comuns...
um coração um pouquinho mais apertado do que no dia anterior, talvez, pelas novas pegadas e ao mesmo tempo, pelas velhas pegadas...
Naquele dia, até o tempo era estranho, era abafado, tinha cheiro de confusão, uma bomba que se preparava para a sua explosão.
Acredito que ninguém pensava muito em si, mas pensávamos de que maneira salvaríamos meu pai, mesmo sabendo que não tínhamos esse poder...
A fala do meu pai era: tá tudo bem por aqui, minha filha! Cuidem da sua mãe, que o papai vai ficar bem (nesse momento minhas lágrimas viram rios).
eu tenho um poema que diz:
Apenas, uma utopia, versos me dão esperança de dias melhores...
Quem eu sou para questionar os destinos?
Bem sei que, nada sou nesse mundão confuso, louco e estranho, apenas reflexos de mim...
...
#JackelineMonteiro #Aglomeraçãopoética